No Gravity (2005)

Por: Rendrick Duarte

Paulo Henrique Loureiro, que é muito mais conhecido como Kiko Loureiro,é um guitarrista brasileiro, nascido no Rio De Janeiro. Começou aos 11 anos, como muitos, tocando violão, tendo depois despertado o interesse pela guitarra. Entre suas maiores inspirações no mundo da guitarra estão Eddie Van Halen, Hendrix e Jeff Beck. Dos brazucas, Kiko tem grande admiração por Caetano Veloso e Tom Jobim. Kiko se consagrou como um dos melhores guitarristas e compositores da atualidade devido seu trabalho com o Angra, banda de metal. A banda é brasileira também, mas fez sucesso maior no exterior. Claro que por aqui é reconhecidíssima também, mas por lá é mais. Kiko foi professor do hoje também conhecidíssimo Juninho Afram, guitarrista da banda cristã de metal (isso mesmo que você leu), Oficina G3. Acho que por hora é isso que eu tenho que falar dele, vamos ao álbum:

No Gravity (2005)
No Gravity é o primeiro álbum solo de Kiko Loureiro, lançado em 2005. Que seu trabalho no Angra é amplamente conhecido e elogiado é de muito conhecimento. Mesmo antes de fazer parte do Angra, Kiko já era reconhecido pelas vídeo-aulas que gravara. Agora era a vez dele estrelar mais. O primeiro álbum instrumental que eu ouvi foi o Passion And Warfare, do Steve Vai, que eu já postei. Usei ele como base para tirar minhas conclusões sobre esse.Se fiquei perplexo com a capacidade de Steve, com esse álbum do Kiko eu fiquei mais. No Gravity tem uma sonoridade moderna e mais do que chamativa. Quase cheguei ao nirvana ouvindo certas músicas dele xD. O que achei mais interessante é a variedade sonora contida no álbum. Kiko não se prende aos ritmos mais pesados, e mostra sons brazucas em certas faixas. É um álbum bem experimental, onde Kiko toca tanto a guitarra como o baixo e os teclados. Quem toma conta da bateria é Mike Terrana, da banda alemã Rage. Já começamos com a pauleira "Enfermo". Bem heavy, tem toda a virtuosidade de Kiko em solos marcantes e rápidos. "Endangered Species" não foge muito do contexto da anterior. Bateria marcante e uma guitarra sem tantas melodias. É uma música longa, mas não cansativa. "Escaping", por sua vez, já é mais trabalhada, explorando um campo maior das 6 cordas. É incrível ver o que uma pessoa consegue fazer com 8 dedos em uma guitarra. As três primeiras músicas são pesadas, rápidas e tudo mais... já a quarta é mais "viajante". "No Gravity", que dá nome ao disco, se mostra mais calma e reflexiva. A atmosfera da música é bem relaxante. Pronto, chegamos ao momento brazuca de Kiko. "Pau-De-Arara" começa com violões típicos do sertão e logo explode em peso. Mesmo com as guitarras, a música é muito brasileira. "La Force De L'âme" foi uma das que eu mais gostei pelo clima da música. Nem tão pesada, nem tão lenta, não sei explicar. Kiko toca com a alma nessa música. "Tapping Into My Dark Tranquility" segue a mesma linha de "No Gravity", sendo mais lenta. Não vejo muita coisa nessa música. Pra sair do clima calmo, vem "Moment Of Truth". O contraste da bateria agressiva com as distorções na guitarra criam um clima perfeito, meio obscuro. "Beautiful Language" já remete a outras atmosferas. Clima brasileiro também, foi a música mais perfeita que eu ouvi desse disco, pela simplicidade da sonoridade e pela grande técnica que Kiko mostra nos violões. Foi nela que eu mais viajei. Os agudos em "Dilemma" e depois a rapidez com que Kiko toca, realmente espantam. Para fechar a super produção, a dobradinha "Feliz Desilusão" e "Choro De Criança". A primeira, mais balada, é ótima. Já na segunda, Kiko assume outra vez o violão como um "gran finale" mostrando mais uma vez sua influência brasileira, puxada mais pra um MPB. Bom, é isso. Aspirantes à guitarrista, esse álbum é recheado de tudo que você precisa pra se inspirar.

01. Enfermo

02. Endangered Species

03. Escaping

04. No Gravity

05. Pau-De-Arara

06. La Force De L'âme

07. Tapping Into My Dark Tranquility

08. Moment Of Truth

09. Beautiful Language

10. In A Gentle Way

11. Dilemma

12. Feliz Desilusão

13. Choro De Criança

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Obs:

¹: Ta, isso não é uma observação, mas sim uma curiosidade: No Gravity teve uma versão "playback", sem as guitarras solo. Kiko gravou apenas a base para os fãs tocarem a solo.

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